quarta-feira, 28 de maio de 2014
Comentário 12. Tema 10 - IMORALIDADES CONTRA SI MESMO
De acordo com o texto de Peluso, a academia é o local produtor e irradiador de conhecimento, sendo por esta razão também o espaço de indeterminação, uma vez que estes conhecimentos são de caráter provisório e não podemos declara-los definitivos, apenas descartar o não aceitável. Desta forma, são estes intelectuais submetidos a conflitos e constantemente colocados na situação de encontrar uma razão para seguir em frente. Segundo Peluso, não escolhemos viver, somos postos aqui e por isso devemos optar pela vida, uma vez que não temos razão suficiente para acreditar que o não viver seria uma opção que nos causaria algum benefício. Sendo assim, não devemos tomar atitudes contrárias a nosso bem.
Certamente cabe aos intelectuais, que tem por ofício a reflexão e desenvolvimento do conhecimento, se posicionar e buscar as razões éticas para perguntas como essa. Ao definir que não devemos tomar atitudes contra nós mesmos, devemos entender que como seres humanos devemos defender também a vida como um princípio maior. Princípio este que faz parte de todo um arcabouço social, construido ao longo da história das sociedades humanas. A vida talvez seja o princípio ético, jurídico e moral, mais aceitado e defendido em todas as sociedades humanas.
Evidentemente, este não é um tema simples quando debatemos temas que possuem fronteiras não tão definidas e consensuais como é o caso do Aborto, Eutanásia, etc que embora sejam envoltos no tema do direito a vida, estão inseridos em um limiar onde a continuidade destes processos vitais poderiam, segundo opinião de muitos, gerar mais prejuízo que benefícios.
Tirando estes casos, creio eu, que o ser humano deveria agir no sentido de sua auto preservação e da espécie, buscando tomar ações que não prejudiquem sua própria vida, sendo portanto, passível de intervenção da sociedade na preservação desta vida, mesmo contrariamente a decisão ou posição do indivíduo sobre este assunto.
A sociedade deve pois utilizar de meios educativos, sociais, jurídicos e mesmo coercitivos para defender certos princípios consolidados socialmente e a vida é um destes casos.
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