Wanderson Pinheiro - Trabalhos de Conhecimento e Ética
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Link para o trabalho em equipe:
https://sites.google.com/site/patentesdemedicamentos/video-do-grupo
Aline Barberino - RA 21080413
Caroline Rosa - RA 21072613
Ewerton Melo - RA 21024013
Lothar Schlagenhaufer - RA 21023113
Lucas Falcão Silva - RA 21009113
Luiz Fernando Biscardi - RA 21035313
Priscila Testa - RA 21071413
Wanderson Coelho Pinheiro - RA 21031713
16. AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DA DISCIPLINA
Achei que a disciplina se desenvolveu de uma forma boa, proporcionando uma boa aprendizagem e um bom conhecimento do conteúdo a que se propôs. O método utilizado através das postagens no blog é sem dúvida uma boa iniciativa de inovar, apresentando conteúdos qualificados, investindo nos sujeitos-objetos da aprendizagem, fugindo dos métodos tradicionais e das cobranças impositivas como presença em sala, provas, etc. que pouco significa uma verdadeira avaliação ou parâmetro seguro de que uma disciplina conseguiu cumprir sua missão.
Avalio que as dificuldades existiram, mas foram mais fruto de insuficiências do nosso sistema educacional, como superlotação de salas, relação quantidade aluno-professor passível de questionamentos e avaliações, debilidade em nossa formação no sentido de compreender mais profundamente os temas e propostas de discussões, etc...
Avalio que os conteúdos e os materiais apresentados foram escolhidos com bastante bom senso e nos permitiram um conhecimento adequado dos temas propostos e com o nível a que a disciplina exigia. Os debates em sala foram satisfatórios e a ajuda foi disponibilizada sempre que necessário, ficando a cargo dos alunos se esforçarem para acompanhar e fazer sua parte.
Creio que conseguir obter um rendimento que me permite compreender, ao nível que a disciplina se propôs, perfeitamente os conceitos teóricos relacionados ao debate ético, as visões das principais correntes filosóficas sobre a ética, bem como adquirir a capacidade de participar e intervir em temas da mais alta relevância para o debate filosófico sobre questões que envolvem a ética na atualidade.
Avalio que as dificuldades existiram, mas foram mais fruto de insuficiências do nosso sistema educacional, como superlotação de salas, relação quantidade aluno-professor passível de questionamentos e avaliações, debilidade em nossa formação no sentido de compreender mais profundamente os temas e propostas de discussões, etc...
Avalio que os conteúdos e os materiais apresentados foram escolhidos com bastante bom senso e nos permitiram um conhecimento adequado dos temas propostos e com o nível a que a disciplina exigia. Os debates em sala foram satisfatórios e a ajuda foi disponibilizada sempre que necessário, ficando a cargo dos alunos se esforçarem para acompanhar e fazer sua parte.
Creio que conseguir obter um rendimento que me permite compreender, ao nível que a disciplina se propôs, perfeitamente os conceitos teóricos relacionados ao debate ético, as visões das principais correntes filosóficas sobre a ética, bem como adquirir a capacidade de participar e intervir em temas da mais alta relevância para o debate filosófico sobre questões que envolvem a ética na atualidade.
15. Tema 13 - LIMITES ÉTICOS DAS AÇÕES DE DESCOBRIR E INVENTAR
Ao estabelecer certos parametros que buscam analiza o contexto das descobertas científicas e tecnológica, Peluso, analiza o atual quadros das ciencias e tecnologias, afastando em primeiro lugar a ideia da imparcialidade da ciência. Por outro lado considera que a ciência pode ter caracteristicas comuns a humanidade e que podem ser considerados patrimônios universais independente dos interesses envolvidos.
Partindo deste ângulo de avaliação, consider que um primeiro aspecto da abordagem, nos leva a posicionarmos com cautela diante das ciências, balizando os excesso de confiabilidade, as posições ufanistas em relação a ciência e a tecnologia, buscando delinear seus limites e combater os efeitos nocivos de uma ação da ciência pela ciência, suposta mente acima dos interesses sociais envolvidos. Certamente essa posição de cutela, visa alertar para a necessidade de interpretarmos o desenvolvimento científico dentro de condições sociais específicas e em contextos socio-econômicos e políticos estabelecidos.
Por outro lado, esta posição não nos deve levar a posições de total relativismo, desconfiança, ou na ausência de conteúdo universal que nos leve a crer que o conhecimento humano não tem nenhum valor objetivo. Sim, o conhecimento humano tem um valor universal e Peluso nos chama a refletir sobre o fato de que sempre devemos acreditar na possibilidade de os homens agirem com base em objetivos nobres, devendo portanto basearmos nossa avaliação do desenvolvimento científico, naquilo que ele tem de bom e de comum aos interesses da humanidade.
Partindo deste ângulo de avaliação, consider que um primeiro aspecto da abordagem, nos leva a posicionarmos com cautela diante das ciências, balizando os excesso de confiabilidade, as posições ufanistas em relação a ciência e a tecnologia, buscando delinear seus limites e combater os efeitos nocivos de uma ação da ciência pela ciência, suposta mente acima dos interesses sociais envolvidos. Certamente essa posição de cutela, visa alertar para a necessidade de interpretarmos o desenvolvimento científico dentro de condições sociais específicas e em contextos socio-econômicos e políticos estabelecidos.
Por outro lado, esta posição não nos deve levar a posições de total relativismo, desconfiança, ou na ausência de conteúdo universal que nos leve a crer que o conhecimento humano não tem nenhum valor objetivo. Sim, o conhecimento humano tem um valor universal e Peluso nos chama a refletir sobre o fato de que sempre devemos acreditar na possibilidade de os homens agirem com base em objetivos nobres, devendo portanto basearmos nossa avaliação do desenvolvimento científico, naquilo que ele tem de bom e de comum aos interesses da humanidade.
14. Tema 12 - ÉTICA E PROGRESSO
Em seu trabalho "Discurso Sobre as Ciências e as Artes", Rosseau, desenvolve o pensamento de que o homem em seu estado natural é bom e que o atual desenvolvimento das ciências e as artes estão a o corromper, levando a necessidade do estabelecimento de um pacto social para fundar o estado com base na vontade da maioria e que a ciência e a arte teria o papel na atualidade de fazer com que as pessoas aceitem a escravidão, os costumes, em nome do desenvolvimento do comércio.
Rousseau, em minha opinião, adverte logo de início que pretende cumprir uma tarefa de levantar uma opinião difícil de ser defendida perante a academia e que certamente lhe trará muitos inimigos e contradições. Porém adverte que sua luta não é contra a ciência em geral, mas conta os efeitos destas dentro de um contexto em que ela se torna instrumento de uma corrupção do espírito humano, livre em seu estado natural. Esses efeitos nocivos para ele são inevitáveis e irreversíveis, sendo portanto útil utilizar as próprias ciências, de uma maneira apropriada, para combater esses efeitos e trazer de volta o homem para seus princípios desejados.
Os homens aderiram a ciência e as artes, a desenvolveram, pois esta fazia com que todos se interpenetrem, gerando constumes comuns, desenvolvendo culturalmente, mas que isso trouxe uma homogeneização, refinamento e docilidade, que foram aos poucos e de forma imperceptível tomando conta da sociedade, na medida em que esta era retirada de seu estado natural, "parecendo que todos foram tirados de um mesmo molde". Essa homogeneidade artificial, no entanto oculta os vícios, a traição, a dissimulação, etc...
Procura-se assim, questionar a perfeição das ciências, costumes e da Europa dos século XVIII, vista de fora como sinônimo de perfeição e homogeneidade, mas que de fato está corrompida por vícios. As Artes e a ciência, na opinião de Rousseau, trouxe um enorme prejuizo para as virtudes de países antes heróicos e que se corromperam no luxo e perderam suas virtudes.
Contemporaneamente, o discurso de Rousseau, nos faz refletir sobre os limites do nosso maravilhoso progresso científico, cultuado na civilização ocidental como um valor absoluto e que nos traz a civilização, gerando em nós a sensação de que devemos impor a todos nossos grandes feitos científicos, chegando ao caso mais exarcerbado, de países como os EUA promoverem guerras sobre a alegativa de tirar outros povos da barbárie. Este sem dúvida foi parte do discurso construído para justificar as guerras do Afeganistão, Iraque, Libia, onde, sob o pretexto de salvar esses povos de uma suposta barbárie e de líderes fanáticos, tiveram seus países invadidos e saqueados, suas soberanias violadas por guerras para atender principalmente interesses econômicos.
Guardadas as devidas proporções, poderíamos afirmar que Rousseau, de forma visionária, pode chamar atenção para a necessidade de realitivisarmos os efeitos do progresso científico, e combatermos sua face predatória e impositiva sobre os homens, sendo as ciências e as artes, na atual sociedade um instrumento de imposição das classes que controlam e utilizam esse progresso para interesses que muitas vezes são contrários aos pensamentos éticos e aos interesses de grande maioria da humanidade.
Rousseau, em minha opinião, adverte logo de início que pretende cumprir uma tarefa de levantar uma opinião difícil de ser defendida perante a academia e que certamente lhe trará muitos inimigos e contradições. Porém adverte que sua luta não é contra a ciência em geral, mas conta os efeitos destas dentro de um contexto em que ela se torna instrumento de uma corrupção do espírito humano, livre em seu estado natural. Esses efeitos nocivos para ele são inevitáveis e irreversíveis, sendo portanto útil utilizar as próprias ciências, de uma maneira apropriada, para combater esses efeitos e trazer de volta o homem para seus princípios desejados.
Os homens aderiram a ciência e as artes, a desenvolveram, pois esta fazia com que todos se interpenetrem, gerando constumes comuns, desenvolvendo culturalmente, mas que isso trouxe uma homogeneização, refinamento e docilidade, que foram aos poucos e de forma imperceptível tomando conta da sociedade, na medida em que esta era retirada de seu estado natural, "parecendo que todos foram tirados de um mesmo molde". Essa homogeneidade artificial, no entanto oculta os vícios, a traição, a dissimulação, etc...
Procura-se assim, questionar a perfeição das ciências, costumes e da Europa dos século XVIII, vista de fora como sinônimo de perfeição e homogeneidade, mas que de fato está corrompida por vícios. As Artes e a ciência, na opinião de Rousseau, trouxe um enorme prejuizo para as virtudes de países antes heróicos e que se corromperam no luxo e perderam suas virtudes.
Contemporaneamente, o discurso de Rousseau, nos faz refletir sobre os limites do nosso maravilhoso progresso científico, cultuado na civilização ocidental como um valor absoluto e que nos traz a civilização, gerando em nós a sensação de que devemos impor a todos nossos grandes feitos científicos, chegando ao caso mais exarcerbado, de países como os EUA promoverem guerras sobre a alegativa de tirar outros povos da barbárie. Este sem dúvida foi parte do discurso construído para justificar as guerras do Afeganistão, Iraque, Libia, onde, sob o pretexto de salvar esses povos de uma suposta barbárie e de líderes fanáticos, tiveram seus países invadidos e saqueados, suas soberanias violadas por guerras para atender principalmente interesses econômicos.
Guardadas as devidas proporções, poderíamos afirmar que Rousseau, de forma visionária, pode chamar atenção para a necessidade de realitivisarmos os efeitos do progresso científico, e combatermos sua face predatória e impositiva sobre os homens, sendo as ciências e as artes, na atual sociedade um instrumento de imposição das classes que controlam e utilizam esse progresso para interesses que muitas vezes são contrários aos pensamentos éticos e aos interesses de grande maioria da humanidade.
13- tema 11: virtudes publicas: PRODUTIVIDADE, SUSTENTABILIDADE, MULTICULTURALISMO E PRESERVAÇÃO
Segundo o autor do texto proposto os defensores dos transgênicos se apoiam na inevitabilidade do avanço tecnológico e que os transgênicos, como parte do desenvolvimento da ciência e do conhecimento, deveriam ser aceitos de forma inexorável. Sendo assim, aqueles que se opoem, seriam taxados de atrazados ou contrários ao desenvolvimento, uma vez que as modificações genéticas seriam a única forma de desenvolvimento agrícola capaz de aplacar a fome e resolver os problemas de abastecimento da umanidade. Porém de acordo com o autor é possível uma alternativa ser construída e a presente opinião se baseia em uma visão descontextualiza da forma como os transgênicos e a tecnologia estaria hoje sendo implementada.
Certamente os transgênicos hoje devem ser compreendidos dentro de um contexto comercial, que envolve interesses de gigantescos monopólios mundias, como é o caso da monsanto, que tem uma atuação monopolista junto a comunidades científicas, mídia, governos e mesmo parlamentares em vários países do globo. Desta forma, a imposição dos transgênicos sem a devida discussão e controle da sociedade, que traz como consequência, a incerteza sobre os males a saúde; o controle da propriedade das sementes por esses grupos econômicos, etc são temas que devem ser levados em consideração no debate, para concluirmos que devemos buscar alternativas aos transgênicos.
É certo que entidades ligadas a luta anti-transgênicos, não são contrários a debater e até mesmo utilizar modificações genéticas, desde que estas sejam testadas de forma adequada, tenham seus efeitos comprovados e principalmente que sejam controlados socialmente e os pequenos e médios agricultores tenham o direito a propriedade das sementes e insumos que não devem ser monopolizados por multinacionais estrangeiras.
Porém o discusso da inviabilidade da Agroecologia se dá devido ao poder econômico, sendo portanto, segundo o autor do texto, necessários além de apresentar os benefícios e fins da agroecologia, torná-la viável em larga escala.
Embora concorde com boa parte da opinião apresentada, creio que é difícil ganhar essa batalha encima do discurso da possibilidade da produção em larga escala, uma vez que a agroecologia verdadeira(pois hoje existe uma agroecologia de mercado também), deve se assentar na diversidade da agricultura familiar e nas relações sociais dos pequenos produtores e de suas famílias.
Sendo assim, considero que devemos fazer uma defesa da viabilidade não baseada em critérios de produtividade comercial, mas viabilidade e necessidade de se produzir alimentos diversificados, nutritivos, socialmente sustentáveis e que hoje a agricultura pequena, produzida pelo homem do campo é uma excelente, viável e desejavél fonte de empregos, alimentos saudáveis e relações sociais menos excludente.
Certamente os transgênicos hoje devem ser compreendidos dentro de um contexto comercial, que envolve interesses de gigantescos monopólios mundias, como é o caso da monsanto, que tem uma atuação monopolista junto a comunidades científicas, mídia, governos e mesmo parlamentares em vários países do globo. Desta forma, a imposição dos transgênicos sem a devida discussão e controle da sociedade, que traz como consequência, a incerteza sobre os males a saúde; o controle da propriedade das sementes por esses grupos econômicos, etc são temas que devem ser levados em consideração no debate, para concluirmos que devemos buscar alternativas aos transgênicos.
É certo que entidades ligadas a luta anti-transgênicos, não são contrários a debater e até mesmo utilizar modificações genéticas, desde que estas sejam testadas de forma adequada, tenham seus efeitos comprovados e principalmente que sejam controlados socialmente e os pequenos e médios agricultores tenham o direito a propriedade das sementes e insumos que não devem ser monopolizados por multinacionais estrangeiras.
Porém o discusso da inviabilidade da Agroecologia se dá devido ao poder econômico, sendo portanto, segundo o autor do texto, necessários além de apresentar os benefícios e fins da agroecologia, torná-la viável em larga escala.
Embora concorde com boa parte da opinião apresentada, creio que é difícil ganhar essa batalha encima do discurso da possibilidade da produção em larga escala, uma vez que a agroecologia verdadeira(pois hoje existe uma agroecologia de mercado também), deve se assentar na diversidade da agricultura familiar e nas relações sociais dos pequenos produtores e de suas famílias.
Sendo assim, considero que devemos fazer uma defesa da viabilidade não baseada em critérios de produtividade comercial, mas viabilidade e necessidade de se produzir alimentos diversificados, nutritivos, socialmente sustentáveis e que hoje a agricultura pequena, produzida pelo homem do campo é uma excelente, viável e desejavél fonte de empregos, alimentos saudáveis e relações sociais menos excludente.
Comentário 12. Tema 10 - IMORALIDADES CONTRA SI MESMO
De acordo com o texto de Peluso, a academia é o local produtor e irradiador de conhecimento, sendo por esta razão também o espaço de indeterminação, uma vez que estes conhecimentos são de caráter provisório e não podemos declara-los definitivos, apenas descartar o não aceitável. Desta forma, são estes intelectuais submetidos a conflitos e constantemente colocados na situação de encontrar uma razão para seguir em frente. Segundo Peluso, não escolhemos viver, somos postos aqui e por isso devemos optar pela vida, uma vez que não temos razão suficiente para acreditar que o não viver seria uma opção que nos causaria algum benefício. Sendo assim, não devemos tomar atitudes contrárias a nosso bem.
Certamente cabe aos intelectuais, que tem por ofício a reflexão e desenvolvimento do conhecimento, se posicionar e buscar as razões éticas para perguntas como essa. Ao definir que não devemos tomar atitudes contra nós mesmos, devemos entender que como seres humanos devemos defender também a vida como um princípio maior. Princípio este que faz parte de todo um arcabouço social, construido ao longo da história das sociedades humanas. A vida talvez seja o princípio ético, jurídico e moral, mais aceitado e defendido em todas as sociedades humanas.
Evidentemente, este não é um tema simples quando debatemos temas que possuem fronteiras não tão definidas e consensuais como é o caso do Aborto, Eutanásia, etc que embora sejam envoltos no tema do direito a vida, estão inseridos em um limiar onde a continuidade destes processos vitais poderiam, segundo opinião de muitos, gerar mais prejuízo que benefícios.
Tirando estes casos, creio eu, que o ser humano deveria agir no sentido de sua auto preservação e da espécie, buscando tomar ações que não prejudiquem sua própria vida, sendo portanto, passível de intervenção da sociedade na preservação desta vida, mesmo contrariamente a decisão ou posição do indivíduo sobre este assunto.
A sociedade deve pois utilizar de meios educativos, sociais, jurídicos e mesmo coercitivos para defender certos princípios consolidados socialmente e a vida é um destes casos.
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