Segundo o autor do texto proposto os defensores dos transgênicos se apoiam na inevitabilidade do avanço tecnológico e que os transgênicos, como parte do desenvolvimento da ciência e do conhecimento, deveriam ser aceitos de forma inexorável. Sendo assim, aqueles que se opoem, seriam taxados de atrazados ou contrários ao desenvolvimento, uma vez que as modificações genéticas seriam a única forma de desenvolvimento agrícola capaz de aplacar a fome e resolver os problemas de abastecimento da umanidade. Porém de acordo com o autor é possível uma alternativa ser construída e a presente opinião se baseia em uma visão descontextualiza da forma como os transgênicos e a tecnologia estaria hoje sendo implementada.
Certamente os transgênicos hoje devem ser compreendidos dentro de um contexto comercial, que envolve interesses de gigantescos monopólios mundias, como é o caso da monsanto, que tem uma atuação monopolista junto a comunidades científicas, mídia, governos e mesmo parlamentares em vários países do globo. Desta forma, a imposição dos transgênicos sem a devida discussão e controle da sociedade, que traz como consequência, a incerteza sobre os males a saúde; o controle da propriedade das sementes por esses grupos econômicos, etc são temas que devem ser levados em consideração no debate, para concluirmos que devemos buscar alternativas aos transgênicos.
É certo que entidades ligadas a luta anti-transgênicos, não são contrários a debater e até mesmo utilizar modificações genéticas, desde que estas sejam testadas de forma adequada, tenham seus efeitos comprovados e principalmente que sejam controlados socialmente e os pequenos e médios agricultores tenham o direito a propriedade das sementes e insumos que não devem ser monopolizados por multinacionais estrangeiras.
Porém o discusso da inviabilidade da Agroecologia se dá devido ao poder econômico, sendo portanto, segundo o autor do texto, necessários além de apresentar os benefícios e fins da agroecologia, torná-la viável em larga escala.
Embora concorde com boa parte da opinião apresentada, creio que é difícil ganhar essa batalha encima do discurso da possibilidade da produção em larga escala, uma vez que a agroecologia verdadeira(pois hoje existe uma agroecologia de mercado também), deve se assentar na diversidade da agricultura familiar e nas relações sociais dos pequenos produtores e de suas famílias.
Sendo assim, considero que devemos fazer uma defesa da viabilidade não baseada em critérios de produtividade comercial, mas viabilidade e necessidade de se produzir alimentos diversificados, nutritivos, socialmente sustentáveis e que hoje a agricultura pequena, produzida pelo homem do campo é uma excelente, viável e desejavél fonte de empregos, alimentos saudáveis e relações sociais menos excludente.
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